quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A Morte do Brasil



Nota de falecimento (By Carlos da Casson): Faleceu hoje na América do Sul a República Federativa do Brasil! O povo que trabalha e que paga todos os impostos religiosamente com 4 meses do seu salário, comunica com imenso pesar, que seu país, respirando através de aparelhos e emendas constitucionais não resistiu ao ataque fulminante dos poderes dominantes e sucumbiu esgotado.

Seu corpo está sendo velado na cratera federal estadual e municipal aberta pelos próprios cidadãos advindos da última revolução ou ditadura militar...

Recapitulando...Como pode um país chegar a morte assim tão rápida e tão fulminante?

A resposta é simples: O que aconteceu com o Brasil com o fim da ditadura militar?

Tudo! De ruim. É aquela história da Lei de Murphy que diz: “Se alguma coisa pode dar errado, vai dar.”

Apostamos todas as fichas em Tancredo...só que ficamos com Sarney, por 5 longos anos. Tablitas, congelamentos, troca de moedas e muito dinheiro desviado, jogado no lixo!

Elegemos Collor. Agora queremos um “caçador de marajás”, aquele que confiscou o dinheiro de todo mundo...muita gente parou de produzir pra aplicar em taxas inescrupulosas da era Sarney...e se ferrou.

Advogados gerais da união descobriram como desbloquear seus tesouros e torraram verdadeiros tesouros pra botar a mão naquilo que as inflações já haviam carcomido.

Nisso entra Itamar...surgido de um impitiman e que apesar da republica do pão de queijo conseguiu uma pequena luz: FHC!

Foi como uma quimioterapia que deu certo. Foi com uma receita simples e poderosa: a produção tem que ser mais rentável que a especulação!

O governo não pode gastar mais do que arrecada e o governo tem que honrar seus compromissos!!!

Foi reeleito e o paciente que vinha num estado terminal voltou a abrir os olhos...começou a caminhar com suas próprias pernas...suspendeu a medicação, só que o populismo cresceu e trouxe junto uma nova bactéria. Uma bactéria enriquecida com o que temos de pior: A intelectualidade dos coçadores de saco. Os verdadeiros donos da verdade: Tirar de quem produz pra dar pra vagabundo...

E assim surgiu Lulla e sua tropa: MST, sindicatos, militantes sedentos, PeTralhas e mais uma centena de mordedores do tesouro público!

O que fez Lulla e sua sabedoria: vamos dar tudo para o povo! Vamos corromper esses 513 picaretas.

Quem Lulla chamou pra corroborar com essa infecção bacteriana? Sarney, Jader Barbalho, Collor, Renan e mais vários outros sujeitos ocultos e dispostos a pôr em prática um plano de poder bolivariano, escroto e nefasto... transformar um país democrático, pacifico e trabalhador numa republiqueta de quinta categoria!

Estamos vendo que outros países do hemisfério sul, governados por ditadorzinhos sem vergonha e semi analfabetos, estão em estado terminal: Venezuela, Equador, Bolívia e vários países africanos (alguns bancados pelo nosso saudoso Brésil).

Agora com o impitiman dessa mulher honesta que só quis ph%uder o país mais um pouquinho ficamos à mercê da operação lava jato. Temos um bandido na linha sucessória pra substituir esse Temeroso vice presidente rodeado de figuras extremamente oxidantes e perfurantes da camada de ozônio desse planeta!

O supremo mostra sinais claros de má influência externa e ciúme de toga do grande Sergio Moro, ou seja: quando conseguimos um herói, um juiz lúcido e puto com essa petezada sempre tem a turma do pano quente, querendo que tudo fique como está!

A indignação fica cada vez maior quando sabemos que os peritos do INSS ficaram de greve durante 4 meses e querem receber pelos dias parados... aposentado depois de 35 anos não pode ter reajuste da inflação mas o bolsa família sim, o dinheiro roubado e depositado em bancos paraísos fiscais agora pode ser “repatriado” mediante um “mea culpa”, além do famoso caixa dois de campanha (me arruma contrato fraudulento no governo que eu te elejo pra qualquer coisa) ...

Pra jogar a última pá de cal sobre o moribundo temos a Justiça do Trabalho que no ano de 2015 conseguiu acordos trabalhistas da ordem de 8 bilhões de reais...só que pra manter a folha de pagamento dessa mesma Justiça do Trabalho, consumiu algo como 18 bilhões de reais...Quer mais???

O enterro não será realizado de forma convencional, por que o Brasil se tornou indigente e portanto será sepultado numa vala comum...Amém.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A primeira e última...



“Ninguém entra numa disputa pra perder”, foi a primeira frase que me disseram quando pensei em me candidatar a uma vaga na câmara de vereadores de Bicas.
É uma verdadeira maratona o procedimento de inclusão nessa disputa. Começa com a filiação partidária que depois de aprovada, no meu caso filiei-me no PSDB (em homenagem ao grande FHC), depois a documentação, terminando com a abertura de conta pessoa jurídica individual.
Nessa eleição muita coisa mudou na legislação eleitoral, principalmente no que diz respeito a propaganda e eu analiso isso como um avanço, pois a campanha foi nivelada por cima.
Recebi do partido e da coligação, praticamente todo o material necessário de campanha: santinhos, adesivos pra carro, adesivos de roupa, pôster para residências e plano de governo da coligação.
Nossa equipe, muito afinada e muito bem montada num bunker, apelidado de BIROSCA, local aprazível cedido pelo amigo Chico Mineiro (companheiro de literatura clássica, popular e outras...), trabalhava dia e noite pra não faltar nada pra nenhum dos 36 candidatos e pra chapa vitoriosa Honório e Luizinho.
Após várias reuniões, estávamos todos ligados na curta campanha (45 dias), que aprovo de novo e os comícios sendo agendados...aí começa o frio na barriga: falar em público! Já me disseram que meu discurso não ganha nem pra síndico de condomínio do minha casa minha dilma...
Lembro que meu pai quando se candidatou pela primeira vez, diziam que com poucos recursos financeiros, ofertava pares de sapatos da Sapataria Zélia, mas da seguinte forma: um pé antes da eleição e o outro depois da votação...
Da mesma forma, também não disponho de recursos suficientes pra fazer “gracinha”, porém você acaba gastando algum. Nessas horas quem gasta muito e não leva, pode ficar encalacrado pra recuperar suas finanças.
Então tentei ser criativo. Meu slogan, ao entregar o santinho, foi: Não sou santo mas também não faço milagres...não colou...
Nos comícios apelei para a minha origem: Sou filho do Amilcar, ex-prefeito, da Dona Zélia da sapataria, casado com a professora Vitória, pai da Thereza e da Mariana, neto do Dr. Matheus Monteiro da Silva, genro do Roberto de Paula, ex vereador e sindicalista da extinta RFFSA, etc. Também não colou.
Falei muito mal da atual administração, dos candidatos adversários e seus mentores...não fez nem cosquinha.
Sabia que pra me eleger teria de ter uns 300 votos. Foi aí que resolvi usar a matemática: 30 dias de campanha, arrumando 10 votos por dia, no fim 10 x 30= 300 votos.
Se você pensar bem, não é nada impossível. Só que existe o “se”, existe o imponderável Sobrenatural de Almeida (by Nelson Rodrigues), mesmo olhando olhos nos olhos do eleitor, fazendo juras de amor eterno, promessas de votos da família toda...só cola antes do pleito...
Na reta final eu já estava com excesso de votos (mais de mil), fazendo igual ao verdadeiro e único Sá Onça: distribuindo esse excesso pra vereadores menos cotados...também não colou.
Só tinha mais um jeito: sem dinheiro, com fama de “campeão” da simpatia (ou vice, pois sou vascaíno), mais algumas centenas de desafetos e outros em processo de finalização, eu tinha que prometer alguma coisa. Alguma coisa de peso, afinal todo mundo estava fazendo promessas. Tinha gente prometendo até “bolsa família em segundo grau”, ou seja: se eu ganhar e você for meu parente em segundo grau vai ganhar um bônus em dinheiro enquanto estiver na câmara!
Teve promessa de construção do metrô Bicas – Guarará, construção de outra creche por cima daquela, já que ela não caiu, transplantes de órgãos e cirurgias plásticas (inclusive silicone) no Hospital São José, etc.
Então fiz a seguinte promessa: juntar todos os times de futebol de Bicas; Sport, Leopoldina, Flamenguinho, Olaria e Serrano, formar um timaço e disputar a série A do brasileirão.
Alguém virou assustado e de frente pra esse ex candidato que te fala e perguntou: - Mas onde esse time vai jogar?
Respondi: No estádio municipal de Bicas, uai!
Futuro eleitor: - Onde fica isso, meu vereador?
Futuro vereador: Lá dentro do futuro polo industrial!!!
Ex eleitor quase acreditando: - Mas e a grana pra fazer isso tudo???
E eu já exausto de tantas indagações, cansado da campanha extenuante e pensando em tomar um “liquítido” com alguma graduação alcoolica, respondi de imediato: - Vou doar a metade do meu salário!!!
Bem, no final tive 69 votos. É um número cabalístico e sugestivo, que não chegou nem perto do último colocado, só que Honório e Luizinho ganharam por 208 votos, quer dizer: Ajudei com os meus 69!!!
É ruim perder, a gente sofre, a família sofre, tem as gozações do tipo: liga não, daqui 4 anos tem mais ou começa a pedir agora... porém também a gente aprende e se diverte!
Agradeço minhas “cabas” eleitorais que pediram, sofreram e lutaram muito pela minha campanha: Vitória (esposa), Angélica (irmã) e Dona Ilma (sogra)! Agradeço principalmente aos meus eleitores!
Bicas saiu ganhando e isso é o que interessa!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A Fatia



 Quem nunca comeu uma fatia de rocambole, bolo, picanha, pudim, empadão e/ou torta de alguma coisa???

Voltando ao passado... A primeira fatia, que se tem notícia (escrita em papiros), foi introduzida na história da civilização humana na época da construção das pirâmides do Egito, tempo dos faraós. Naqueles idos, pra cortar aquelas pedras todas e quadradas, só tinha uma forma: fatiá-las!

Alguns anos depois, mais precisamente na Idade Média, que nada mais é do que a média das idades, durante a “peste negra” (não confunda com a peste dos 13 anos recente, que fatiou o Brasil), a solução encontrada pelos curandeiros e alquimistas, pra tentar estancar o PT (peste triste), digo a mortandade, era cortar em fatias parte das pessoas militantes, digo contaminadas. Fatias de pernas, braços, etc.

Passado algum tempo, a fatia já estava largamente incorporada a vida das pessoas e hoje em dia raramente alguma pessoa consegue sobreviver sem uma fatia. Uma fatia de pão com mortadela, por exemplo.

O trabalhador brasileiro é o que mais sofre com o fatiamento das coisas, a começar pelas fatias retiradas do salário pra cobrir os gastos incontroláveis da nação.

Uma fatia vai pra pagar o rombo da previdência, outra fatia vai pra cobrir as obras superfaturadas e inacabadas, mais outra pra pagar as mordomias da classe política e ainda tem a corrupção desenfreada que leva a maior de todas as fatias.

Dá até pra ficar enfastiado...

Então, sem mais nem menos, você vira de frente pra mim, olhando nos meus olhos e diz: - Ainda sobra alguma fatia???

O fato é que depois de você se sentir todo partido, todo cortado em pequenas fatias, ainda querem que concorde com o fatiamento do "impitimam" da Dilma, essa mulher honesta, direita (um pouco a esquerda) e pedaleira juramentada!

Querem que você, que não levou nenhum no quiosque, que não é nenhum Lewandowski, que continua sem saber a quem temer, concorde que ao dividir o processo de cassação de mandato da Musa de Pasadena, ainda acha que vai sobrar alguma fatia pra alguém?

Engraçado (pode rir..kkkkk), que a tal da base aliviada, digo alijada, quer dizer aliada, agorinha mesmo estava toda esfacelada em várias fatias, logicamente cada um com o seu naco de vantagens e benefícios mil, no momento seguinte já está tinindo e trincando para o bem do Brasil!!!

As fatias podem ser sub fatiadas e assim sucessivamente até que não sobre nem mais uma mísera fatia. Aí sim quero ver quem vai ter coragem de dividir a nossa dívida em novas fatias... Por que na hora de fazer as caga#d*%as essa cambada mete o pé na jaca com força e sem pena...depois, na hora da conta, mandam uma fatia pra cada um de nós. Uma fatia pesada de mais imposto!!!

Existe uma relação empírica porém convicta, como diria o promotor do MPF  (Ministério da Fatia Federal), que pode tentar explicar ou enumerar essa nova onda que assola os seus parcos meios de sobrevivência, O FATIAMENTO:

a-     Fatia da previdência;

b-    Fatia da receita federal;

c-     Fatia do ICMS;

d-    Fatia do IPTU;

e-    Fatia do ISS;

f-      Fatia da energia elétrica;

g-    Fatia da água;

h-    Fationa da falta de energia e de água;

i- Fatiamento da cassação;

j-      Fatia dos cartórios;

k-      Outras fatias (planos de saúde, aumento de combustíveis, ITBI, IPVA, DPVAT, etc.);

Esse breve relato pode ser dividido em “n” fatias porém a intenção não é essa. Não é deixar o leitor, ou eleitor, com impressão de que nunca nesse país tantas pessoas puderam pelo menos sentir o gostinho de uma mísera fatiazinha!

Portanto meu caro, meu prezado, não desperdice seu voto ele pode ser sua ultima fatia!
    

sacadinha do pum