segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

O Retorno



Alguém afirmou que o Brasil não vai andar em 2018 e por incrível que pareça pode ter razão, senão vejamos:
Primeiro: tem o primeiro julgamento do Lulla (já foi condenado a 12 anos e 1 mês);
Segundo: tem o carnaval (já passou e tem gente que não falou em crise e nem chorou miséria durante a folia do Momo...);
Terceiro: o julgamento do recurso do Lulla (afinal são quantos recursos?); Quarto: daqui a pouco tem a Semana Santa e a grande maioria enforca, todos do poder judiciário e legislatório...;
Quinto: junho tem a Copa do Mundo...;
Sexto: tem a eleição presidencial cheia de caras novas com ideias velhas...
Sétimo: quando menos se espera, vem os festejos de fim de ano, Natal, presentes, férias e... 2019!!!
Foi por essas e por outras que fui convocado às pressas para retornar com as Crônicas do Amilcar, justamente quando o Bário da Silva estava começando a engrenar, inclusive com mais de 22 leitores encantados com as histórias contadas por esse cidadão. Aliás muita gente achando que na verdade quem já escrevia as crônicas da última página da revista da Maria Angélica era o Bário e não eu.
Outros disseram que Bário da Silva é o meu pseudônimo ou o Bário da Silva é um personagem criado por mim. Enfim, como diria o saudoso Chacrinha: “Eu não vim para explicar, eu vim para confundir. ”!!!
Bem, minha ausência foi necessária, apesar de não ser alvo da Operação Lava Jato, visto que, algumas pessoas citadas e/ou comentadas nessas resenhas, estavam sendo esmagadas pela mídia nacional, mesmo sendo pessoas destacadas na luta pela defesa do patrimônio alheio, em beneficio próprio, além da ética hofimaniana de levar vantagem em tudo.
Só pra lembrar quem são essas pessoas, vejamos: Um ex presidente de bigode tingido e que burlou Academia Brasileira de Letras, um ex presidente do congresso com implante capilar e que burla a receita federal todo o dia, um presidente (ex vice) que compra o congresso com ordem e progresso, outro ex presidente que nunca trabalhou e seus filhos milionários, mais o sobrinho e a amante (quem pensou na senadora errou), um ministro do extremo, digo do supremo, outro ministro do supremo que reformou a mansão com recursos oriundos de fontes desoficiais, um senador que renunciou pra não ser cassado e voltou praticando mais barbáries ou bandalhices, um ex terrorista que fez plástica, adotou um nome falso e arrebentou com a Petrobrás, outro senador que se mete em tudo e que continua se metendo em tudo, um ex ministro que guardava muito dinheiro na sala do apartamento e chora muito, etc., citando alguns.
Durante a minha ausência, muita coisa ruim continuou acontecendo e se repetindo assustadoramente como a troca no comando da Policia Federal, por exemplo. Essa troca foi bancada, por nada mais nada menos, que um ex presidente, ex biônico, ex senador por outro estado e com isso novos desdobramentos policiais estão por vir a acontecer. Logicamente outros cala boca deverão ser repartidos entre os caboclos da base. Cala boca oriundo do bolso do assalariado.
No Rio de Janeiro, a onda de violência, que muita gente achava estar com os dias contados, com achegada das forças nacionais, mero engano. Na verdade, o tsunami advindo dos morros cariocas está deixando a cidade inteiramente à mercê do poder paralelo. Quem manda são os malucos muito bem armados, chapados e escondidos nas favelas, logicamente com a conivência da própria polícia e de moradores ilhados entre os dois poderes. Ninguém sabe mais quem é o bandido ou o mocinho.
Em Minas Gerais, além do desconforto e a decepção com o Aécio Neves (transformaram meu voto em pó em pelo menos 3 vezes...), temos um desgovernador, Pimentel, ex ministro da Dilma, que junto com outros assaltantes, digo meliantes, ou melhor: militantes, incentivaram o amadurecimento da Venezuada. Esse governador todo enfeitado para reeleição, mesmo quando usa o helicóptero do estado pra buscar o filhim em Capitólio ou pra acompanhar o condenado, em SP, durante o julgamento no TRF4, é o mesmo que paga o funcionalismo, o 13º em 4 suaves parcelas e não recebeu mais de 400 (QUATROCENTOS) prefeitos reunidos em BH em audiência. Simplesmente sumiu sem dar nenhuma explicação...
Em Brasília o atual presidente, que não fica um dia sequer sem fazer merda, está cada vez mais as voltas com denúncias de corrupção. Agora ou de novo veio, à tona o caso do favorecimento da firma Rodrimar, no porto de Santos.
Os bilhões gastos pra calar deputados e ao mesmo tempo entupir e paralisar as pautas dos projetos considerados importantes para o país, são atitudes tão corriqueiras que ao sair com a mulher e o filho, pra pular carnaval na Restinga de Marambaia (base militar no Rio onde traficante e nem polícia vão...), levou uma comitiva de apenas o mínimo indispensável de 40 serviçais... Antes de vazar eram 60 pagos com aqueles pixulecos tungados do trabalhador brasileiro. Viva o carnaval!!!
Tem também a filha do Roberto Jeferson (mensaleiro de alto escalão), figurinha conhecida na Costa Verde, por Cristiane Brasil, que foi nomeada ministra do trabalho sem nunca ter trabalhado, digo condenada na justiça do trabalho, por não assinar a carteira de seu motorista particular...
Parece até que nem retornei.
Tudo continua igual no país do carnaval!    

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

A Assinatura



Existem várias versões sobre como surgiram as primeiras assinaturas, porém todas elas falam sempre do Império Romano.

Naqueles idos, o latim era a língua falada no Lácio região no entorno de Roma e a palavra assinatura em latim "assignare" significa afirmar, fazer verdadeiro o que está escrito antes.

Tudo bem. O que ninguém não sabe é quem deu a primeira assinatura. Não foi nenhum rei que pingava cera quente em um papiro e depois apertava seu anel formando uma marca...

Quem deu a primeira assinatura foi um senador, daqueles que usavam um ramo de louro na cabeça. Nunca tirava o louro da cabeça.

Esse parlamentar, morava próximo ao cemitério de Milão e nas horas vagas, comercializava, por alguns bitcoins (criptomoedas), digo aureus em ouro; ou denarius de prata; ou sestertius de bronze; ou dupondius de bronze e/ou assas de cobre, terrenos sepulcrais naquela região.

Senador atuante e de origem desconhecida um belo dia, sempre com o louro na cabeça, foi solicitado por um centurião oriundo da Legião Romana, que exigiu-lhe um recibo de quitação pela compra de um túmulo. Foi então que o Senador do cemitério de Milão pegou um pedaço de pergaminho (sem tirar o louro da cabeça) e escreveu o valor recebido e seu nome logo abaixo do valor, de forma inelegível, pois sua letra era um verdadeiro garranchuns, em latim.

A partir desse dia, bem antes de Cristo, todo mundo passou a usar essa prática, principalmente os pintores, escritores e escultores da época.

Ainda no Império Romano, o Coliseu ou Amphitheatrum Flavium, construído por ordem do imperador Vespasiano e concluído, durante o governo de seu filho Tito, é um dos mais grandiosos monumentos da Roma Antiga. Sua construção começou sob o governo do imperador Vespasiano em 72 d.C. e foi concluída em 80, sob o regime do seu sucessor e herdeiro, Tito.

Foi uma obra tão sofisticada com elevadores e mecanismos feitos com cordas e roldanas, que a troca de cenários, com a inclusão de gladiadores e leões, acontecia simultaneamente entre as várias apresentações.
Pão e Circo, mais ou menos como se faz no Brasil nos dias de hoje... Mais pão (com mortadela) e menos circo.

Assim como as assinaturas, os elevadores foram evoluindo e se sofisticando cada vez mais.

Hoje as assinaturas podem ser digitais, podem ser com senhas e cartões magnéticos tal qual os elevadores podem ser panorâmicos, velozes, plano inclinado e eletrônicos.

O problema da assinatura é que muita gente boa assina cheque sem fundo e os bancos continuam fornecendo talões pros mau pagadores.

Já o problema dos elevadores é que com eles a verticalização das cidades fica cada vez mais alta. 
Dia desses fui em um edifício, que dizem ser o mais alto da América Latina, o Costanera, em Santiago do Chile, com vista de 360º inclusive pra Cordilheira dos Andes, com 61 andares... incrível.

Tenho rodado pra todo lado e as vezes a gente sempre encontra coisas inusitadas, coisas como: assinatura em x, no dedão, elevador que vai de lado, funicular... Agora elevador com porta de entrada dando pra calçada...
É simples: se você está no interior do piso térreo, dessa edificação recentemente reformada e quer ir pro andar superior (o único), basta sair do prédio (leve o guarda chuva), espere os pedestres passarem, entre no elevador e aperte o botão (tem dois). Já se você estiver no andar superior (o único) e quiser descer de elevador basta voltar pelo mesmo trajeto (lembre-se do guarda chuva), aperte o botão (o outro), saia na calçada e vá direto pra onde quiser... Não precisa entrar de novo pela outra porta pra se despedir de ninguém. Você já está fora!!! 
Agora se você estiver na rua e precisar subir pro andar superior, terá de entrar no prédio e pedir pra algum senador, digo edil, pra abrir a porta do elevador. Então sairão você e o nobre parlamentar, novamente pra fora do estabelecimento público. Esse cidadão, que provavelmente deverá possuir uma cópia da chave da porta do elevador, irá abrir a porta do elevador que dá pra rua.

Nem no Império Romano!!!
Moral da história: quem tá em cima entra pra sair e quem tá embaixo sai pra entrar?!?!?!

Ave!!!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A Primeira Mala



Dizem que tudo na vida tem uma primeira vez e que essa vez, talvez por ser a primeira ou por ser uma coisa que nunca havia ocorrido na sua existência, a gente nunca esquece.
Pois bem, partindo dessa máxima é que vou tentar inserir no entendimento das pessoas, que leem a última página da trintona Em Voga ou também no centenário Jornal O Município, da Grande Bicas, a importância da primeira vez.
Me lembro que a propaganda no Brasil, a publicidade brasileira começou a deslanchar com as geniais criações do mago paulista do marketing Lincoln Olivetti. E ele usou dessa expressão pra falar do primeiro sutiã ou soutien. Foi ao mesmo tempo ousado e inteligente.
É só prestar atenção na vida e você vai perceber que todo mundo ou a grande maioria das pessoas estão querendo sempre é fazer alguma coisa pela primeira vez.
Quando se é bebê quer andar, quer falar e quer largar a fralda. Tem neném que a primeira coisa que balbucia é “papá” e não é querendo dizer papai e sim comida, hambúrguer, batata frita, brigadeiro ou algodão doce.
Nesse caso, aí é que mora o perigo, pois essa primeira vez pode fazer com que você passe o resto da vida tentando largar o habito de se alimentar muito acima de suas necessidades...
Depois na escola você aprende a ler e a escrever (nem todos), porém a grande maioria lê e não interpreta (é o caso de um ex presidente) ou desenha em vez de escrever. Geralmente isso ocorre no hemisfério sul do planeta.
Mais tarde na pré-adolescência todo mundo quer fazer 18 anos pra poder ir no cinema improprio pra menores de 18 anos, pela primeira vez. Nos idos dos meus primórdios a galera falsificava a data de nascimento só pra poder assistir algumas cenas mais picantes... quanto romantismo. Hoje em dia os canais de sexo explícito podem ser assistidos em qualquer horário, por qualquer um. Banalizou.  
O primeiro beijo pode ser também o primeiro passo em direção a perdição da alma do elemento. Nesse caso recomenda-se não ser de língua logo na primeira vez pra coisa não se tornar a primeira transa tudo na primeira vez. Isso pode gerar a primeira gravidez.
A Primeira Noite de um Homem, com Dustin Hoffman, que pela primeira vez, já beirando os 80 anos tá sendo acusado de assédio, também está em ”Perdidos na Noite”, junto com Jon Voight, onde a trilha sonora, dos dois cult movies é de tirar o folego com Simon e Garfunkel mais John Barry.
Veja que a primeira vez está em tudo, praticamente a vida de uma pessoa se resume nas primeiras vezes. Aí você, atento aos sinais, vai notar que quase todo dia acontece alguma coisa pela primeira vez. Logicamente tem gente que já está na enésima vez e continua repetindo, principalmente quando se vive num país onde a impunidade é regra e a imunidade protege justamente quem está imundo.  
O flagra filmado e reprisado, uma gama de vezes, nos jornais nacionais, das tevês abertas e fechadas, nas redes sociais e escravizantes, do ex melhor amigo de infância do Michel Temer, carregando uma mala abarrotada de dinheiro (500 mil reais), pela primeira vez... quer dizer primeira vez flagrada, não pode ser levado em consideração para efeito de provas contundentes de suborno e corrupção porque a historinha da carochinha falava em 4 malas!!!!!!!!!
Onde estão as outras 3 malas???
Agora vemos um tal de Marum (disfarça e solta pum), que sempre quando aparece na mídia sugere que estava comendo alguma coisa, acabado de almoçar bem, de se refestelar em algum rega-bofe regado a refogados e outras guloseimas, risotos e massas italianas, defendendo com unhas e verbas oriundas da Caixa Econômica Federal, a reforma sem vergonha da previdência social.
Quem vai se aposentar, pela primeira vez, sabe que pra ter as regalias desses elementos espertos, tem que fingir de morto, tem que ser funcionário público e sempre que puder fazer uma grevezinha ou outra de pelo menos 6 meses ao ano. E ainda tem as férias prêmio!
Bem, pela primeira vez e talvez a última, no meu caso, poderei assistir com o novo presidente (quem?) o início de uma nova velha era que como um mantra deve ser lembrado: “só devemos gastar o que ganhamos”.
Quem sabe ainda veremos o Brasil, pela primeira vez, fechar as contas sem precisar de pedaladas, marmeladas e outras falcatruas contábeis?
Deve ser muito bom viver em um país onde os impostos arrecadados cobrem todas as despesas e ainda sobra pra segurança, pra saúde, pra educação, pro transporte, pro saneamento, pro meio ambiente, pra cultura, o esporte...

sacadinha do pum